Os homens as vezes tem medo de mim, me olham dos pés a cabeça e não enxergam mais que uma bunda grande e um milhão de palavrões, os homens tem medo porque eu bebo e dificilmente falo de amor com eles, porque sou descolada e provavelmente o seu melhor amigo vai se tornar meu melhor amigo também e vai falar pra ele: brother, que mulher irada!, ao contrário de suas amigas que certamente vão me achar metida e sem o mínimo de classe ao falar. Os homens as vezes tem medo dos meus ataques de mim mesmo, do meu jeito certinho e regrado, tem medo porque sou religiosa e nem por isso sou freira. Os homens tem medo porque quando começam a me decifrar acham que nunca serão capazes de despertar amor em mim...
Os homens certamente tem medo de mim essa é a única explicação pra dar tudo errado até hoje !
Segundo os dicionários, descrever significa: "Fazer a descrição de; expor ou contar minuciosamente. Traçar; seguir percorrendo: descrever um círculo", então a própria definição da palavra é a regra desse jogo que acabo de criar. De antemão devo lhes dizer, caros amigo do outro lado da tela, sou melancólica, extremamente romântica, portanto não se irrite se o exagero em certos aspectos falarem mais alto em algumas descrições. Vai começar a loucura, espero que se divirtam.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Por você, pra você, com você. Eu juro.
Por tudo que cabe no meu peito essa hora da noite... Eu clamei a Deus que te levasse pra longe, e jurei pra mim não te querer mais, nem por perto, nem por longe que fosse. Eu cheguei a me ver no espelho e dizer: você não merece isso. Então eu me fechei, por todas as palavras maduras do discurso ensaiado que você fez, eu me fechei, por todas as lágrimas que eu queria ter chorado e segurei. Eu pedi a Deus, na inocência de quem acredita no fim, para que ele me desse forças pra aceitar, e que eu não voltasse mais a duvidar do seu amor. Eu coloquei toda nossa história numa caixa e disse ao lixeiro: leve embora. E eu sofri por ter te perdido assim, e eu chorei por ter chorado tanto, eu chorava pela saudade, eu chorava pela vontade, eu chorava por estar chorando por você, e entenda eu não quis que você soubesse disso. Eu fui capaz de confessar até pro ursinho de pelúcia da minha amiga o que sinto, mas não tive coragem de começar a dizer pra você o quanto você era indispensável, eu dispensei toda crise que eu poderia causar.
Mas numa noite quente de sexta feira, a campainha tocou, era o lixeiro com a caixa de volta, ela se abriu sozinha enquanto meus olhos se fechavam e eu sentia seus dedos brincando de se enroscarem na minha nuca, eu me abri pro sonho de estar com você novamente, e deu até vontade de chorar de novo, porque eu sentia as nossas almas se abraçando, mais que a gente ali. Eu sei que Deus não ficou muito feliz com isso, afinal que pecado feio a gente comete sempre, mas eu tenho certeza que isso tudo aconteceu porque ele fechou os ouvidos quando eu pedi pra que você fosse levado de mim. Eu não resisto mais, não resisto ao que habita aqui, agora é tudo mais simples e mais complicado. Eu queria poder acordar e te ligar e te dizer dos sonhos todos que eu tive, mas eu preferi ficar quieta, quem sabe assim eu não entendo o que anda acontecendo conosco.
Você sorri e faz uma cena de ciumes quase no mesmo instante e eu entendo que todo aquele discurso ensaiado era falso, ninguém cm tanta convicção do que quer se entrega como você se entregou, eu volto a dizer: eu senti as nossas almas se abraçando naquele momento. E eu não parei um minuto no meu dia, de pensar em como você é lindo e como você me faz bem. Eu até queria te dizer que eu acho mesmo que eu já sou inteiramente sua, mesmo que você não entenda isso agora e mesmo que você me diga que as coisas não podem ser assim, ou que você não quer que seja, eu estou condicionada a me entregar a cada segundo. Então eu pergunto a Deus o que há de errado entre nós dois, se sentimos a mesma coisa, e se precisamos um do outro, e se nossas almas se encontram, e se Ele permite que tudo isso aconteça, o que há de errado entre nós? Por que nós, no meio de tantas outras pessoas, por que nós dois? Por que justamente nós dois não podemos ser de nós dois, só de nós dois? Que que a gente fez de errado?
Você me olha assim e eu acho que não há nada de errado, eu acho inclusive que poderíamos dar certo, talvez você não queira, mas se eu pudesse eu contava que eu quero, que eu sempre quis mesmo, que eu até sonho com essas coisas, que me dá vontade de passar a vida inteira do seu lado, de viver acordando e olhando pra você e ouvindo você dizer "bom dia" e eu chego a jurar que eu falaria um "bom dia" animado de volta, eu juro que eu mudaria o meu humor de manha, por você, pra você, com você. Eu juro.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
No breu da noite longa.
A noite se fez sombra e deitou seus cabelos macios sobre os telhados que protegem minha cabeça. A noite se fez feitiço para me atrair ao janelão de vidro do meu quarto e me fazer olhar as estrelas que há muitos eu já tinha esquecido que brilhavam. Essa noite sinto que meu coração pula mais lento, aqui dentro, parece repousar. Será que descansa ao ver na noite o rosto dele brilhar?!
Essa noite o vento que voa lá fora não me pega, a escuridão é longa, mas sempre há um ponto que o negro não prevalecerá, é lá que descansa meus olhos sofridos, loucamente embebidos do teu caminhar.
Não sei se vou bem ou se mal acabada estou por pensar em amores passados que não deram certo e tentar justo nesta noite, fazer teorias para explicar o que houve de errado. Esta noite nada parece errado.
Um, dois, três eu conto as vezes que meus olhos escorreram sofrimento. Mas nesta noite eu prefiro que escorram alegria.
Lá fora, no chão do meu quintal de terra, não vejo nada, apenas algumas folhas caidas, eu me irrito por saber que mesmo não vendo existe um mundo que eu não sou capaz de enxergar, vivendo ali no chão do meu quintal parado.
Eu olho de novo, e outra vez eu vejo uma luz que vai parar na casa da frente, o que será que esta noite ofereceu aqueles que moram do outro lado da rua?
Eu me levanto, ponho os pés no chão, cabeça no vidro, mãos a minha frente, eu queria pegar essa noite, mas acho que ela quem está me pegando... Droga, eu não consigo ver estrelas de onde estou...
Eu acho que é porque, é justamente nesta noite, que estou aprendendo a ver as estrelas dentro de mim.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Na minha colação
Hoje, excepcionalmente hoje, eu tenho a honra de fazer uso das palavras do professor paraninfo de minha turma, que concluiu pelo Colégio Pedro II o ensino médio no dia 17/12/2010.
Um discurso a ser levado por toda vida.
'É com grande emoção que falo agora aos meus queridos amigos, com quem compartilhei a sala de aula durante esse ano letivo, agora não mais como professor, mas como paraninfo, um amigo, alguém que tem algo a dizer a vocês que agora concluem um momento da sua formação que se iniciou na infância e encontra sua transição nesse final de adolescência que despontará no início de uma vida jovem e adulta.
Serei breve, pois não é necessário muito tempo para o que eu tenho a dizer. Vocês agora têm nas mão algo muito valioso, algo que é universal e que é exclusivo de cada um de vocês; algo mais complexo que a física, mais intrigante que a química, mais desafiador que a história, a geografia e a sociologia. Algo mais antigo que a filosofia e a matemática e mais encantador que a biologia. Vocês tem nas mãos a chave de um código que abre infinitas possibilidades, assim como uma gramática e um dicionário são capazes de permitir a expressão dos seus sentimentos mais sublimes.
Isso que vocês agora podem sentir entre os dedos é o segredo da sua liberdade. Uma liberdade que é um artefato das suas próprias possibilidades, uma liberdade que não é o “pode tudo” infantil, mas a possibilidade de construir o novo dentro de um coletivo, através de laços fortes estabelecidos entre amigos e colegas, alunos, professores e funcionários. O produto sólido da vontade e do querer de seus espíritos jovens. A liberdade de produzir o nunca visto, o inaudito. A liberdade de construir uma autonomia do fazer juntos, uma ética do “nós”, um eu que perde seu sentido sem o outro.
Sem mais notas, chamada, uniforme, sinal para entrar, inspetores, cadernetas e todo essa parafernália que produz na criança que se torna um jovem a noção dos instrumentos necessários, e dos não tão necessários assim, para que a vida em comum seja possível, cada um de vocês escolherá agora para onde ir e o que fazer. “O que fazer” é uma pergunta chave. Trabalho? Universidade? As artes? Largar tudo com uma mochila nas costas, uma viola no saco?
A partir de agora não são mais os professores que os avaliarão, mas vocês mesmos. Como medir o desempenho nessa busca idealista pela felicidade que acaba sendo o projetão das nossas vidas. Quão feliz fui esse ano? Uma felicidade “sete”, assim, na média? Uma felicidade “cinco” depois de uma PAF? Será que vale colar a resposta da felicidade do colega ao lado? Qual será a resposta certa? Será que pode “enrolar” a vida e inventar a própria felicidade? A quem implorar por aquele meio pontinho que falta para finalmente sermos felizes?
A liberdade de escolher o próprio destino também traz a responsabilidade de avaliarmos e reavaliarmos os passos dados. Nada é imutável. Não há escolha errada da qual não se possa tirar um aprendizado. Não é isso, afinal, que se tem feito todos esses anos na escola. Aprender, acertar, errar, aprender de novo? Tudo em um ambiente controlado, com profissionais orientando as suas escolhas, informando seus erros, elogiando seus acertos.
Agora é para valer, agora é com vocês. Vocês têm a liberdade e a beleza da juventude. Vocês têm um milhão de possibilidades de escolhas e, por mais assustador que possa parecer, a responsabilidade por elas será toda de vocês. É para isso que vocês estão prontos, para enfrentar a vida de frente, para não terem medo da felicidade. Isso eu aprendi quando ainda era um molecote com um condutor de trem. Ele anunciava pelo alto-falante do metrô enquanto despejava milhares de pessoas na Cinelândia em um dia de grande mobilização popular. Ele dizia: – Estação Cinelândia, desça sem medo de ser feliz! E agora sou que digo para vocês: – Chegou a hora, desçam vocês do trem; sem medo de ser feliz!'
Professor Rafael-Sociologia.
Um discurso a ser levado por toda vida.
'É com grande emoção que falo agora aos meus queridos amigos, com quem compartilhei a sala de aula durante esse ano letivo, agora não mais como professor, mas como paraninfo, um amigo, alguém que tem algo a dizer a vocês que agora concluem um momento da sua formação que se iniciou na infância e encontra sua transição nesse final de adolescência que despontará no início de uma vida jovem e adulta.
Serei breve, pois não é necessário muito tempo para o que eu tenho a dizer. Vocês agora têm nas mão algo muito valioso, algo que é universal e que é exclusivo de cada um de vocês; algo mais complexo que a física, mais intrigante que a química, mais desafiador que a história, a geografia e a sociologia. Algo mais antigo que a filosofia e a matemática e mais encantador que a biologia. Vocês tem nas mãos a chave de um código que abre infinitas possibilidades, assim como uma gramática e um dicionário são capazes de permitir a expressão dos seus sentimentos mais sublimes.
Isso que vocês agora podem sentir entre os dedos é o segredo da sua liberdade. Uma liberdade que é um artefato das suas próprias possibilidades, uma liberdade que não é o “pode tudo” infantil, mas a possibilidade de construir o novo dentro de um coletivo, através de laços fortes estabelecidos entre amigos e colegas, alunos, professores e funcionários. O produto sólido da vontade e do querer de seus espíritos jovens. A liberdade de produzir o nunca visto, o inaudito. A liberdade de construir uma autonomia do fazer juntos, uma ética do “nós”, um eu que perde seu sentido sem o outro.
Sem mais notas, chamada, uniforme, sinal para entrar, inspetores, cadernetas e todo essa parafernália que produz na criança que se torna um jovem a noção dos instrumentos necessários, e dos não tão necessários assim, para que a vida em comum seja possível, cada um de vocês escolherá agora para onde ir e o que fazer. “O que fazer” é uma pergunta chave. Trabalho? Universidade? As artes? Largar tudo com uma mochila nas costas, uma viola no saco?
A partir de agora não são mais os professores que os avaliarão, mas vocês mesmos. Como medir o desempenho nessa busca idealista pela felicidade que acaba sendo o projetão das nossas vidas. Quão feliz fui esse ano? Uma felicidade “sete”, assim, na média? Uma felicidade “cinco” depois de uma PAF? Será que vale colar a resposta da felicidade do colega ao lado? Qual será a resposta certa? Será que pode “enrolar” a vida e inventar a própria felicidade? A quem implorar por aquele meio pontinho que falta para finalmente sermos felizes?
A liberdade de escolher o próprio destino também traz a responsabilidade de avaliarmos e reavaliarmos os passos dados. Nada é imutável. Não há escolha errada da qual não se possa tirar um aprendizado. Não é isso, afinal, que se tem feito todos esses anos na escola. Aprender, acertar, errar, aprender de novo? Tudo em um ambiente controlado, com profissionais orientando as suas escolhas, informando seus erros, elogiando seus acertos.
Agora é para valer, agora é com vocês. Vocês têm a liberdade e a beleza da juventude. Vocês têm um milhão de possibilidades de escolhas e, por mais assustador que possa parecer, a responsabilidade por elas será toda de vocês. É para isso que vocês estão prontos, para enfrentar a vida de frente, para não terem medo da felicidade. Isso eu aprendi quando ainda era um molecote com um condutor de trem. Ele anunciava pelo alto-falante do metrô enquanto despejava milhares de pessoas na Cinelândia em um dia de grande mobilização popular. Ele dizia: – Estação Cinelândia, desça sem medo de ser feliz! E agora sou que digo para vocês: – Chegou a hora, desçam vocês do trem; sem medo de ser feliz!'
Professor Rafael-Sociologia.
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